Soberania e desenvolvimento: um Brasil que produz, inova e protege seu futuro
Propostas de Lula para o quarto mandato fortalecem a indústria nacional, ampliam a autonomia tecnológica e defendem os interesses brasileiros em setores estratégicos
A soberania brasileira não se limita à defesa das fronteiras. Soberania é pensar em como garantir o desenvolvimento do país, preservar as riquezas, produzir o essencial para o bem-estar da população. A proposta do presidente Lula para o quarto mandato é fazer com que o Brasil tenha capacidade de tomar decisões sobre o próprio futuro, sem depender de interesses estrangeiros.
Conheça as propostas:
- Polos industriais para transformar terras raras
O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do planeta. Quer dizer que temos matéria prima em abundância para a produção de tecnologia de ponta: baterias para veículos elétricos; turbinas eólicas; painéis solares; celulares; cabos de transmissão de energia, dentre tantos outros.
A proposta do presidente Lula é a de criar polos industriais dedicados ao refino e à transformação das terras raras brasileiras. Ao invés de exportar matéria prima a preço baixo e comprar produtos caros do exterior, a ideia é usar a riqueza natural e transformá-la em tecnologia nacional.
Dessa forma, o país gera empregos de qualidade e agrega valor aos recursos minerais. A medida busca fortalecer a indústria nacional e ampliar a participação do Brasil em cadeias produtivas estratégicas.
- Base Industrial de Defesa fortalecida
Desde 2023, o Brasil ampliou a presença do Estado nas fronteiras e na Amazônia, fortaleceu sua capacidade de resposta a crises e desastres e expandiu investimentos em ciência, tecnologia e na indústria de Defesa. São mais de R$ 166 bilhões em investimentos que associam proteção do território, desenvolvimento econômico e autonomia tecnológica.
O país registrou crescimento histórico nas exportações de produtos do setor, que passaram de US$ 1,4 bilhão em 2023 para US$ 3,1 bilhões até novembro de 2025. Houve a expansão de projetos como o caça F-39 Gripen, as Fragatas da Classe Tamandaré, os submarinos brasileiros, o cargueiro KC-390 e as viaturas blindadas Centauro II.
O fortalecimento da base industrial veio acompanhado de investimentos e inovação. O eixo Defesa do Novo PAC previu R$ 53 bilhões para projetos estratégicos como submarinos, fragatas, blindados, caças e helicópteros, com investimentos entre 2023 e 2026 e mais recursos programados para depois desse período.
Agora, a meta é ampliar a capacidade brasileira de desenvolver e produzir equipamentos estratégicos. A proposta fortalece a indústria nacional, estimula o desenvolvimento tecnológico e amplia a autonomia do país na proteção de seu território e de seus interesses.
- Complexo Industrial da Saúde ampliado
A ampliação do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) busca fortalecer a produção nacional de vacinas, medicamentos e insumos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta reduz a dependência externa e dá ao Brasil maior capacidade para garantir o abastecimento da rede pública.
São 96 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) que envolvem 87 medicamentos, sete vacinas e dois dispositivos médicos. Entre os resultados está a retomada da produção nacional de insulina glargina pela Fiocruz, enquanto o Instituto Butantan avança no desenvolvimento de vacinas contra o vírus sincicial respiratório (VSR) e contra a Covid-19 com tecnologia de RNA mensageiro.
A estratégia também inclui o Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), com 54 projetos aprovados em áreas como vacinas contra a dengue e a gripe aviária, e as Encomendas Tecnológicas (ETEC), cuja primeira iniciativa é voltada ao desenvolvimento de soluções para a tuberculose.
A Hemobrás também ampliou a capacidade nacional de produção de hemoderivados com a inauguração de uma nova fábrica, aumentando a oferta de medicamentos, como o de tratamento da hemofilia.
- Plano Inova Brasil
O Plano Inova Brasil prevê investimentos para garantir que o país tenha infraestrutura e tecnologias próprias em áreas estratégicas da economia digital. O Congresso Nacional aprovou recentemente o Redata, programa criado por Lula para estimular a instalação e a expansão de data centers (centros de processamento de dados) no Brasil, com foco em infraestrutura para inteligência artificial e computação em nuvem. O investimento no Brasil pode chegar a 500 bilhões. A proposta de Lula para o quarto mandato é garantir os investimentos, a autonomia tecnológica e a capacidade nacional de inovação.
- Defesa do Pix, da Amazônia e das fronteiras
Entre 2023 e 2025, a atuação das Forças Armadas reforçou a presença do Estado nas fronteiras e na Amazônia, ampliou a capacidade de atuação em áreas estratégicas e intensificou o combate a ilícitos que ameaçam a segurança do território brasileiro. Operações de grande escala, exercícios conjuntos e ações de Garantia da Lei e da Ordem se somam ao monitoramento de todas as áreas do país.
A proposta é assegurar a integridade das fronteiras, preservar a Amazônia e garantir que instrumentos estratégicos da economia nacional, como o Pix, continuem sob controle brasileiro, sem espaço para interferências estrangeiras.
